A CCXP é um festival brasileiro de cultura pop que reúne quadrinhos, audiovisual, música, anime, cosplay, dublagem e jogos em experiências presenciais diferentes. Criada em 2014, combina palcos de grandes anúncios com mesas de artistas, áreas participativas e encontros entre fãs e convidados.
O visitante circula entre escalas muito distintas: milhares de pessoas podem acompanhar um painel, enquanto uma conversa com um autor ou uma atividade de cosplay e jogos acontece a poucos corredores de distância.
A CCXP nasceu em 2014 com os quadrinhos no centro
Desde a primeira edição, autores e leitores se encontram numa área originalmente chamada Artists’ Alley. A história oficial do evento apresenta esse espaço como um de seus pontos de partida, reunindo quadrinistas independentes e profissionais ligados a grandes editoras para mostrar trabalhos, vender publicações e conversar com o público.
Depois das edições digitais realizadas durante a pandemia, o espaço passou a se chamar Artists’ Valley, mantendo a mesma função. Em 2019, a organização já o descrevia como o maior do gênero na América Latina, sinal de que a expansão para cinema e séries preservou os quadrinhos no centro da identidade da CCXP.
Seis palcos separam estreias, entrevistas e participação do público

O Palco Thunder recebe pré-estreias, anúncios e conversas com atores, diretores e produtores. O Omelete aproxima entrevistas do público, e o Blast abre espaço para painéis de estúdios, editoras e talentos; os três podem tratar do mesmo lançamento por ângulos diferentes.
Universe, Magic e Omni completam essa divisão. O primeiro cruza cosplay, bandas, anime, humor e jogos; o segundo recebe RPG ao vivo, shows temáticos e atividades interativas; o terceiro concentra quadrinhos, colecionáveis, masterclasses e painéis de editoras.
| Palco | Função predominante |
|---|---|
| Thunder | Estreias, anúncios e convidados de grandes produções |
| Omelete e Blast | Entrevistas, painéis e conversas com talentos |
| Universe, Magic e Omni | Cosplay, música, RPG, humor, quadrinhos e participação |
Artists’ Valley transforma mesas em encontro direto com autores

No Artists’ Valley, cada mesa aproxima o visitante de quadrinhos, prints, sketchbooks e artes originais apresentados por quem os produz. O percurso favorece descobertas fora dos anúncios mais ruidosos e coloca estilos, formatos e circuitos editoriais diferentes lado a lado.
A edição de 2026 prevê 376 mesas e mais de 450 artistas. A escala exige curadoria e mapa próprios, mas ainda preserva a possibilidade de conversas individuais sobre desenho, roteiro e publicação.
Cosplay Universe e CCXPlay fazem o público entrar na programação

Cosplay Universe oferece camarins, assistência e ambientação própria para participantes. Quem chega caracterizado compõe o espaço visual do evento e encontra uma infraestrutura pensada para roupas, maquiagem, acessórios e apresentações.
CCXPlay leva os jogos para a prática, enquanto Magic Market reúne RPG, jogos de tabuleiro e fantasia numa área cenográfica. Fotos & Autógrafos acrescenta sessões individuais com convidados, ampliando as formas de participação disponíveis.
A credencial abre o festival, mas não garante cada atividade
O ingresso diário ou de quatro dias permite entrar na CCXP e acessar atrações gerais, mas não assegura lugar em todos os auditórios, painéis ou experiências. A programação pode ter lotação, alteração ou cancelamento, e sessões de fotos, autógrafos ou produtos reservados podem exigir compra adicional.
Como o evento combina circulação livre com espaços de capacidade limitada, filas e disponibilidade variam ao longo do dia. Horários, convidados e regras de entrada precisam ser confirmados nos canais da edição correspondente.
- Acesso ao pavilhão e acesso a uma atividade específica não são a mesma garantia.
- Horários, convidados e experiências pagas pertencem à edição corrente e podem mudar.
- A data estruturada deste hub funciona como referência e aponta para a confirmação oficial.
A curadoria do Artists’ Valley começa meses antes da abertura
As mesas abertas durante quatro dias resultam de um processo que ocupa boa parte do ano. Em 2026, o calendário separou inscrição, análise de portfólios, resultados, contratos, envio de materiais, credenciamento e divulgação do mapa.
A seleção prioriza quadrinistas e obras que serão lançadas no evento, diferencia produção autoral de material de terceiros e exige atenção a licenças. A identidade pública do Artists’ Valley depende, portanto, de curadoria e de regras sobre o que pode ser apresentado.
As edições digitais ampliaram a CCXP sem substituir o encontro físico
Durante a pandemia, duas edições digitais receberam o nome CCXP Worlds. Segundo a organização, elas alcançaram mais de 7,5 milhões de usuários em 139 países, levando anúncios, conversas e comunidades para além do pavilhão.
Com a volta presencial, palcos, mesas e cosplayers voltaram a dividir o mesmo território. A CCXP informa mais de 2,2 milhões de visitantes acumulados em São Paulo e registra edições no exterior, enquanto a proximidade entre palco, autor e fã continua definindo a experiência física.