Alien: Isolation é um survival horror desenvolvido pela Creative Assembly e publicado pela Sega em 2014 para PC, PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360 e Xbox One, com uma versão posterior para Nintendo Switch. A história coloca Amanda Ripley na estação espacial Sevastopol, quinze anos depois do desaparecimento de sua mãe, Ellen Ripley. Amanda aceita recuperar o gravador de voo da Nostromo, mas encontra um xenomorfo circulando pelos corredores.
A campanha usa a perspectiva em primeira pessoa para aproximar o jogador dos esconderijos e painéis da estação. Amanda precisa restaurar sistemas enquanto evita confrontos que não consegue vencer pela força. O revólver ajuda contra humanos, e ferramentas elétricas atrasam androides, porém o alien adulto exige distração e uma rota de fuga.
Sevastopol e o som que denuncia Amanda

A estação conecta áreas de atendimento a setores médicos e instalações industriais por elevadores e trens internos. Algumas portas dependem de energia; outras só abrem depois que Amanda encontra a ferramenta adequada. Ao retornar a uma região já visitada, um novo equipamento pode liberar a sala que permanecia bloqueada.
O sensor de movimento mostra a direção aproximada de uma presença, mas o aparelho também ocupa parte da visão e emite ruído. Observar a tela por tempo demais pode esconder o que acontece no corredor. O sinal precisa ser comparado aos passos ouvidos no teto e ao barulho que surge em uma sala próxima.
Correr ou disparar chama atenção. Em alguns encontros, o caminho mais curto é lançar um sinalizador para outro lado, esperar o xenomorfo investigar e atravessar a porta antes que ele retorne. O mesmo recurso pode atrair a criatura para sobreviventes armados, criando uma saída que continua perigosa para Amanda.
Um inimigo que procura em vez de patrulhar
O xenomorfo não segue uma única volta fixa pela estação. Ele pode descer de um duto, examinar mesas e abrir esconderijos quando percebe sinais da presença de Amanda. Repetir sempre a mesma solução torna o comportamento mais fácil de antecipar por pouco tempo, mas também aumenta o risco de a criatura procurar naquele tipo de lugar.
Armários e espaços sob mesas oferecem proteção momentânea; quando o alien se aproxima, Amanda precisa controlar a respiração e evitar movimentos bruscos. O lança-chamas obtido mais tarde consegue afastá-lo, embora o combustível limitado impeça que a ferramenta vire uma arma de eliminação.
Humanos e sintéticos Working Joes mudam a prioridade de cada sala. Um grupo pode reagir a Amanda antes de notar o alien, enquanto os androides resistem a golpes e continuam avançando. O jogador decide se usa munição, fabrica um item ou tenta passar sem iniciar outro foco de barulho.
Ferramentas, fabricação e pontos de salvamento
Amanda recolhe sucata e componentes para montar bombas de fumaça, dispositivos sonoros e itens de defesa. Projetos encontrados em Sevastopol liberam versões mais eficientes, mas o espaço de inventário e a quantidade de materiais limitam o preparo. A escolha depende do obstáculo imediato: uma distração ajuda a atravessar um corredor, enquanto um pulso eletromagnético pode interromper um androide.
Três ferramentas resolvem situações recorrentes sem oferecer uma resposta permanente.
- O dispositivo sonoro desvia a atenção para outro ponto da sala.
- O pulso eletromagnético interrompe temporariamente um Working Joe.
- O lança-chamas afasta o xenomorfo enquanto ainda há combustível.
Cada item abre alguns segundos para Amanda agir, mas nenhum deles elimina a ameaça que domina a área.

O progresso é registrado em terminais manuais espalhados pela estação. Salvar exige alguns segundos diante da máquina, período em que o ambiente continua ativo. A distância entre dois terminais aumenta a tensão, pois uma decisão ruim pode devolver Amanda ao início de uma sequência longa de exploração.
O jogo também oferece mapas locais que ganham informações conforme Amanda acessa terminais específicos. Eles indicam passagens e salas, porém não revelam uma rota totalmente segura. Sevastopol permanece reconhecível sem deixar de mudar quando inimigos ocupam lugares que estavam vazios na visita anterior.
Nostromo, Crew Expendable e Last Survivor
A direção visual retoma o futuro analógico do primeiro Alien. Os monitores de tubo e os teclados volumosos aproximam Sevastopol da tecnologia vista na Nostromo. A equipe trabalhou a partir de material de produção cedido pela 20th Century Fox, o que ajudou a reconstruir roupas e equipamentos do filme de 1979.
A campanha principal chegou aos consoles e ao PC em outubro de 2014, enquanto a Feral Interactive lançou a adaptação para Nintendo Switch em dezembro de 2019. Crew Expendable e Last Survivor recriam situações da Nostromo com Ellen Ripley e a tripulação original, mantendo essas missões separadas da história de Amanda.
Os dois episódios adicionais usam personagens e cenários do filme, enquanto Amanda permanece no centro da campanha principal. Essa divisão permite revisitar a Nostromo sem misturar o destino da tripulação com a investigação ocorrida anos depois em Sevastopol.