Digimon Story Cyber Sleuth: Complete Edition reúne dois RPGs da Media.Vision num pacote lançado para Nintendo Switch e PC em 2019. Tóquio e a rede virtual EDEN dividem a investigação, permitindo atravessar bairros e empresas inspirados no Japão contemporâneo antes de entrar em espaços digitais onde contas, memórias e criaturas passam a afetar diretamente a vida fora da tela.
Cyber Sleuth acompanha Takumi ou Ami Aiba depois de um incidente que altera a relação entre corpo e dados, enquanto Hacker’s Memory segue Keisuke Amazawa após o roubo de sua conta. As duas campanhas observam o mesmo período por grupos diferentes e usam batalhas por turnos, criação de Digimon e casos investigativos para mostrar como usuários, hackers e monstros digitais circulam entre o cotidiano e EDEN.
EDEN e Tóquio

EDEN funciona como rede social imersiva, local de trabalho e ponto de encontro, mas o incidente inicial deixa o protagonista de Cyber Sleuth numa condição que o leva a colaborar com a detetive Kyoko Kuremi.
Os casos costumam começar em escritórios, lojas ou bairros reais e, quando a busca por pessoas, aparelhos e pistas conduz a áreas digitais corrompidas, a investigação de Tóquio se liga ao que acontece dentro da rede.
Os Eaters ameaçam usuários conectados e levam as consequências dos problemas de EDEN até seus corpos, enquanto os Digimon aparecem como habitantes daquele espaço, parceiros de batalha e criaturas exploradas por hackers. A investigação alterna conversas e buscas nos bairros reais com dungeons digitais porque pistas, pessoas desaparecidas e danos atravessam os dois lados.
Em Hacker’s Memory, Keisuke entra no grupo Hudie para recuperar a identidade digital perdida com o roubo da conta e construir outra reputação, reencontrando locais e incidentes da primeira campanha por meio das conversas internas e disputas que Takumi ou Ami observavam apenas de fora.
Duas campanhas no mesmo período
Cyber Sleuth e Hacker’s Memory possuem protagonistas, aliados, casos e progressões próprios, embora atravessem o mesmo período e vários dos mesmos lugares. Jogar as duas campanhas revela encontros paralelos e completa o contexto de personagens vistos apenas de passagem na outra, mas os arquivos continuam separados e cada história precisa ser avançada por conta própria.
| Campanha | Protagonista | Ponto de vista |
|---|---|---|
| Cyber Sleuth | Takumi ou Ami Aiba | Casos conduzidos com a agência de Kyoko entre EDEN e Tóquio. |
| Hacker’s Memory | Keisuke Amazawa | Disputas entre hackers, contas roubadas e a rotina do grupo Hudie. |
Formação, turnos e reserva

Três Digimon ocupam a linha ativa e recebem turnos conforme a velocidade, enquanto os parceiros levados na reserva permitem corrigir a formação durante a luta. Habilidades gastam SP e podem causar dano, cura ou efeitos de estado. Como tipos e elementos são calculados em camadas diferentes, trocar uma criatura também altera as resistências e vantagens disponíveis contra o adversário.
Cada encontro aumenta o percentual de scan da espécie observada, e o DigiLab pode converter esses dados em uma criatura quando o valor chega a 100%; quem espera até 200% recebe ABI inicial maior, mas adia a inclusão daquele Digimon no grupo. A Party Memory cria outro limite ao somar o custo de todos os integrantes, impedindo que formas avançadas ocupem a equipe inteira logo no começo da campanha.
| Sistema | Função |
|---|---|
| Scan | Acumula dados de espécies encontradas para conversão. |
| DigiLab | Organiza equipe, evolução, dedigievolução e habilidades herdadas. |
| DigiFarm | Treina parceiros, desenvolve itens e procura casos ou objetos. |
| Party Memory | Limita a soma de custos dos Digimon levados pelo jogador. |
Entre Cyber Sleuth, World e Next Order
A denominação Story identifica aqui um RPG por turnos com elenco amplo e evoluções reversíveis, enquanto Digimon World para PlayStation concentra a aventura num parceiro sujeito a fome, idade e morte. Digimon World: Next Order retoma o cuidado ao longo da vida, mas coloca dois companheiros sob orientação simultânea, estabelecendo uma diferença que permanece visível mesmo quando os três jogos compartilham espécies.
| Jogo ou linha | Organização dos parceiros |
|---|---|
| Digimon Story: Cyber Sleuth | Equipe ampla, trio ativo e combate por turnos. |
| Digimon World | Um parceiro criado ao longo de ciclos de vida. |
| Digimon World: Next Order | Dois parceiros criados e orientados ao mesmo tempo. |
Na Complete Edition, o treinamento passa por níveis, ABI, CAM, atributos e requisitos de evolução, permitindo conservar muitos Digimon e trocar a formação conforme o caso investigado, sem incorporar o ciclo de fome, descanso, envelhecimento e renascimento que organiza os jogos World.
Escaneamento e conversão
O DigiLab já permite converter a criatura quando o scan chega a 100%, enquanto esperar novos encontros até alcançar 200% concede mais ABI ao parceiro criado. Como esse índice participa dos requisitos de formas avançadas e do potencial dos atributos obtidos por treino, a espera inicial pode reduzir parte do trabalho necessário depois da conversão.
Ao digievoluir ou dedigievoluir, o mesmo parceiro retorna a um nível mais baixo, mas conserva ABI, CAM e habilidades herdadas que ajudam a construir outra rota. O nível abre apenas parte das formas, pois o DigiLab também pode exigir atributos mínimos, itens ou condições específicas antes de liberar a evolução desejada.
Tipos e elementos
Vaccine, Data e Virus formam uma relação circular em que cada tipo possui uma vantagem e uma fraqueza, enquanto Free permanece fora do triângulo; a afinidade elemental é calculada separadamente, portanto um atacante pode encontrar vantagem pelo tipo e desvantagem pelo elemento contra o mesmo alvo, exigindo que as duas relações sejam consideradas na formação.
| Tipo | Vantagem | Desvantagem |
|---|---|---|
| Vaccine | Virus | Data |
| Data | Vaccine | Virus |
| Virus | Data | Vaccine |
| Free | Nenhuma vantagem no triângulo de tipos | Nenhuma desvantagem no triângulo de tipos |
Fire, Water, Plant, Electric, Wind, Earth, Light e Dark compõem essa segunda relação, que pode ser corrigida durante a dungeon por meio de trocas entre linha ativa e reserva, desde que o jogador tenha levado parceiros com resistências, cura e ataques adequados ao encontro.
DigiFarm
As ilhas da DigiFarm recebem criaturas que ficaram fora da equipe e podem treiná-las, produzir itens ou procurar casos e objetos durante a ausência do jogador. A personalidade do líder direciona os resultados, enquanto os Farm Goods e a duração da tarefa ajudam a preparar o grupo para o atributo ou recompensa procurados.
Terriermon, Palmon e Hagurumon aparecem entre as escolhas iniciais de Cyber Sleuth, e o DigiLab administrado por Mirei Mikagura também recebe visitantes como Rina Shinomiya e Sayo, ligadas a outros jogos; essas participações ampliam as conexões da série sem deslocar Takumi, Ami ou Keisuke do centro das duas campanhas.
O caminho até a Complete Edition
O pacote mantém dois jogos completos e não cria um terceiro enredo, reunindo campanhas e catálogos na mesma plataforma sem apagar a troca de protagonista, de grupo e de perspectiva que distingue Hacker’s Memory da investigação original.
- 2015: Cyber Sleuth estreou no Japão para PlayStation Vita.
- 2016: a primeira campanha chegou ao Ocidente em versões para Vita e PlayStation 4.
- 2017 e 2018: Hacker’s Memory saiu primeiro no Japão e depois no Ocidente.
- 2019: a Complete Edition reuniu as duas campanhas no Nintendo Switch e no PC.
- Equipe artística: Suzuhito Yasuda assina o design de personagens, e Masafumi Takada compôs a música.
































































































































