Chroma Squad é um RPG tático brasileiro da Behold Studios, lançado em 2015, sobre dublês que deixam um programa de heróis coloridos para gravar a própria série. A campanha junta batalha em grade, administração de estúdio e humor de tokusatsu. O jogador escolhe ações de combate, compra equipamentos, melhora figurinos e tenta manter audiência suficiente para o programa continuar.
A premissa é simples de acompanhar. Cada missão equivale a um episódio, com objetivos de direção que podem pedir pose coletiva, finalização específica ou uso de habilidade em equipe. Cumprir esses pedidos melhora a recepção do capítulo e aproxima a luta da fantasia de uma produção televisiva feita com poucos recursos.
Heróis coloridos e combate em grade

As lutas acontecem por turnos em mapas pequenos. Avançar sem planejar costuma custar caro, então alcance, posição e ordem de ação guiam o turno. Um herói empurra inimigo para abrir espaço; outro prepara ataque conjunto ou alcança alvo distante com ajuda do grupo. Quando a equipe se move bem, a cena fica parecida com uma coreografia de seriado e continua legível como tática.
As cores da equipe ganham função prática durante os turnos, já que cada herói ocupa uma posição diferente na aproximação, na proteção e na finalização.
| Cor no esquadrão | Decisão no turno |
|---|---|
| Líder | Organiza aproximação e ações de equipe. |
| Ataque | Fecha dano quando a posição está pronta. |
| Suporte | Ajuda deslocamento, cura ou proteção. |
| Técnica | Abre soluções para objetivos de episódio. |
Chefes maiores e lutas com mecha mudam a escala do episódio, mas ainda dependem de posicionamento e uso de recurso no momento certo.
Estúdio, audiência e orçamento
Entre episódios, Chroma Squad troca a arena por escolhas de produção. O dinheiro ganho nos episódios compra equipamento e campanhas de divulgação. A audiência responde ao desempenho em cena, então vencer sem cumprir os objetivos de direção pode ser menos vantajoso que preparar uma luta mais vistosa. Essa camada faz o jogo tratar combate e produção do programa como partes da mesma rotina.

O humor nasce dessa relação com limitação. O estúdio improvisa cenário e busca patrocínio para fazer cada capítulo parecer maior que o orçamento. A referência a super sentai fica no visual dos capacetes. Ela entra na pose, no monstro semanal, no robô gigante e na maneira como a equipe precisa parecer heroica para o público.
O jogador também escolhe o quanto investir antes de cada episódio. Comprar equipamento pode facilitar uma luta difícil, mas gastar demais reduz margem para melhorias futuras. Essa pressão pequena combina com a premissa de uma produtora independente, em que cada vitória precisa pagar o próximo capítulo.
Contratos e melhorias não substituem a tática, mas alteram a preparação. Um traje novo pode aumentar resistência, uma arma muda alcance, e uma campanha de marketing tenta transformar desempenho de combate em audiência para o programa.
Brasil, Kickstarter e circulação internacional
Chroma Squad ficou associado a uma fase em que jogos independentes brasileiros passaram a circular com mais força fora do país. O projeto da Behold Studios dialoga com uma memória televisiva reconhecível no Brasil, mas usa inglês, lojas digitais e financiamento coletivo para alcançar público internacional. O resultado é brasileiro no ponto de partida e global no caminho de distribuição.
As versões para PC, Mac e Linux chegaram primeiro, com lançamentos posteriores em plataformas como Android, iOS, Nintendo Switch e PlayStation 4. Essa circulação ampliou o alcance sem mudar a estrutura central. O jogo continua sendo uma campanha de episódios em que tática, orçamento e audiência medem se a equipe consegue transformar uma ideia de heróis coloridos em série própria.