Ori and the Will of the Wisps é um jogo de plataforma e exploração da Moon Studios lançado pela Xbox Game Studios em 11 de março de 2020 para PC e Xbox One. A sequência leva Ori à floresta de Niwen e amplia o combate de Ori and the Blind Forest com armas espirituais, feitiços e fragmentos que modificam habilidades.

Ori chega a Niwen depois que um voo de Ku, a jovem coruja criada com ele, termina numa tempestade e separa os dois. A procura pela amiga atravessa uma floresta adoecida, onde novas técnicas de movimento abrem passagens, personagens locais pedem ajuda e o caminho de volta costuma revelar algo que não podia ser alcançado na primeira visita.

O voo que leva Ori a Niwen

Ori atravessa uma região iluminada de Niwen
A separação de Ku leva Ori para outra floresta.

Ku nasceu ao término da aventura anterior e cresceu com Ori, Naru e Gumo, mas uma das asas não se desenvolveu por completo. Quando ela finalmente consegue deixar o chão, o mau tempo interrompe o voo e transforma a celebração da família numa busca que apresenta Niwen sem revelar de início o que aconteceu à floresta.

Kwolok, um grande sapo que protege parte da região, orienta a procura, enquanto os Moki aparecem em vários pontos com pequenas necessidades e histórias. Shriek, uma coruja isolada num território devastado, acompanha o conflito como ameaça cuja origem o jogo mostra aos poucos, fazendo os habitantes de Niwen ocuparem funções diferentes na viagem.

Novas habilidades reabrem o mapa

Niwen é formada por regiões conectadas, mas nem todas as saídas ficam disponíveis na primeira passagem. Ori aprende movimentos como escavar, agarrar e lançar-se a partir de inimigos ou projéteis, fazendo uma parede, um trecho de areia ou uma sequência de plataformas mudar de função quando a habilidade correspondente entra no repertório.

Poços espirituais permitem recuperar recursos e viajar entre pontos já ativados, enquanto atalhos reduzem travessias dominadas. O retorno não depende somente de lembrar que havia uma porta fechada: missões secundárias, colecionáveis e melhorias dão razões diferentes para rever o mesmo lugar, e a mobilidade adquirida torna esse percurso mais rápido.

Armas espirituais e fragmentos

Ori enfrenta uma criatura numa área luminosa
O combate ganhou armas e combinações próprias.

Ori não depende mais de um ataque automático conduzido por outra luz. Espada, arco, martelo, lança e feitiços ocupam espaços limitados de comando, portanto a seleção precisa considerar alcance, velocidade e energia antes de um confronto; a troca pode ser refeita durante a aventura, permitindo adaptar a preparação sem recomeçar o progresso.

Spirit Shards são fragmentos equipáveis que alteram o funcionamento de Ori. Alguns aumentam dano ou resistência, outros afetam energia, coleta e movimento, mas o número de espaços disponíveis impõe escolhas: melhorar uma técnica não significa carregar ao mesmo tempo todas as vantagens encontradas pelo mapa.

Combate e travessia usam o mesmo espaço

As ferramentas não ficam separadas entre luta e plataforma. O mesmo movimento pode afastar uma ameaça, alcançar um mecanismo ou transformar um projétil em parte do caminho, conforme a posição dos elementos na sala.

RecursoNo combateDurante a travessia
BashRedireciona projéteis e afasta Ori do perigo Inimigos e projéteis viram pontos de impulso em desafios de plataforma.
Arco espiritualAtinge alvos distantesAciona mecanismos fora do alcance
EscavaçãoPermite entrar e sair do solo contra inimigos próximosAtravessa trechos de areia e abre outra rota
Spirit ShardsAjustam dano, defesa ou uso de energiaPodem favorecer coleta e mobilidade

Uma habilidade pode resolver a ameaça e a passagem na mesma sala. Bash, por exemplo, transforma o projétil inimigo em impulso e ainda devolve o disparo noutra direção, enquanto o arco alcança criaturas e mecanismos; aprender a ler a posição desses elementos aproxima plataforma e combate, em vez de reservar cada ferramenta a uma única parte da aventura.

Os Spirit Shrines isolam essa pressão em confrontos por ondas e entregam recompensas quando Ori sobrevive. Já as fugas cobram encadeamento de movimentos sem oferecer tempo para examinar cada plataforma, usando as habilidades adquiridas como uma sequência contínua e verificando se o jogador domina o percurso, não apenas o dano causado.

Moradores ampliam o assentamento

Wellspring Glades funciona como um ponto de encontro para Moki e outros habitantes de Niwen. Ao cumprir pedidos e reunir minério, Ori ajuda Grom a ampliar o lugar com novas construções, fazendo tarefas opcionais produzirem uma mudança visível no abrigo em vez de terminarem somente com uma recompensa guardada no inventário.

Outros personagens cuidam de mapas, habilidades e fragmentos, ligando comércio e melhoria ao caminho percorrido. O assentamento não substitui a exploração principal, mas oferece uma pausa em que as consequências de ajudar alguém permanecem no cenário e mostram que a restauração de Niwen também acontece em escala menor.

Corridas medem o domínio das rotas

Ori percorre uma rota entre plataformas em Niwen
As provas retomam movimentos usados na exploração.

As Spirit Trials são corridas curtas distribuídas pelo mapa. Depois de ativar uma prova, Ori percorre uma rota marcada e envia o tempo às tabelas de classificação; como os movimentos disponíveis variam conforme a região, cada trajeto destaca uma combinação diferente de salto, impulso, escavação ou agarrão.

A tentativa pode ser repetida sem alterar a campanha. Cortar uma curva ou encadear melhor duas habilidades reduz o tempo, transformando trechos conhecidos em percursos de precisão; o formato também aproxima o jogo da comunidade de speedrun sem exigir que toda a aventura seja concluída de uma vez.

A música acompanha cada região

A identidade musical da primeira aventura retorna com uma escala maior, acompanhando regiões, movimentos e confrontos de Niwen sem tratar a trilha como uma camada separada da ação.

Ori diante de uma paisagem de Niwen
A trilha acompanha as regiões de Niwen.

Gareth Coker voltou para compor a trilha depois de Ori and the Blind Forest. Em entrevista à Xbox Wire, ele descreveu a sequência como seu projeto mais ambicioso e difícil até então, pois precisava expandir uma identidade musical já reconhecida; o resultado acompanha a escala maior de Niwen sem abandonar temas associados a Ori.

A trilha passa de três horas e reúne instrumentos de origens diferentes, incluindo um sul-americano e outro eslovaco. Coker também tratou passos, espada, martelo e lança como parte da percussão, aproximando música e efeitos; a edição de colecionador completou esse material com CD de piano, download da trilha, livro de arte e estojo metálico com pena dourada.

Do Xbox ao Nintendo Switch

O lançamento mundial de 11 de março de 2020 incluiu Xbox One, Windows 10, Steam e Xbox Game Pass. Em 17 de setembro, a versão de Nintendo Switch levou a mesma aventura ao console portátil, enquanto a atualização para Xbox Series X|S acrescentou carregamentos menores, áudio com maior faixa dinâmica e modos de até 120 quadros por segundo.

  • Xbox One X: a edição de lançamento foi apresentada em 4K e 60 quadros por segundo.
  • Xbox Series X: oferece 4K HDR a 120 quadros por segundo, além de uma opção de supersampling em 6K a 60 quadros.
  • Xbox Series S: trabalha com 1080p HDR a 120 quadros por segundo.
  • Nintendo Switch: chegou em setembro de 2020 e inclui português do Brasil entre os idiomas.
  • Edição de colecionador: reuniu SteelBook, livro de arte, trilha digital e CD de piano.

No dia anterior ao lançamento original, a Xbox participou de uma transmissão com o San Diego Zoo Safari Park e ajudou a escolher Kuro como nome de uma coruja-buraqueira que estava para nascer. O gesto retomava a coruja do primeiro jogo sem antecipar a história de Niwen, fechando a passagem entre as duas aventuras por um detalhe público ligado à conservação.