Resident Evil 2 é um survival horror e remake do clássico de 1998 da Capcom, lançado em 25 de janeiro de 2019 para PC, PlayStation 4 e Xbox One. A obra reconta a chegada de Leon S. Kennedy e Claire Redfield a Raccoon City, agora com câmera sobre o ombro, cenários em 3D e zumbis com presença física muito mais próxima.
A Capcom havia confirmado o projeto em 2015 e mostrou o jogo de forma ampla na E3 2018. O retorno chamou atenção pois Resident Evil 2 era um dos pedidos mais antigos da franquia, especialmente por causa da delegacia R.P.D. e das campanhas paralelas de Leon e Claire.
R.P.D., Leon e Claire em Raccoon City

Leon chega para o primeiro dia como policial, enquanto Claire procura Chris Redfield. Os dois encontram uma cidade tomada pelo T-vírus e usam a delegacia como abrigo e labirinto de investigação.
A R.P.D. continua estranha como no jogo de 1998, misturando trabalho policial e arquitetura de museu. O remake acrescenta espaços mais cotidianos e torna a volta pelos corredores mais física, pois cada porta pode guardar um zumbi que ficou para trás.
Câmera sobre o ombro e munição curta
A sequência prática costuma começar com um corredor escuro e pouca munição no inventário. O jogador mira para derrubar, tenta abrir passagem pela perna ou guarda bala para correr até a próxima sala segura.
A câmera aproxima esse cálculo. Leon ou Claire ocupam a tela, a mira balança sob pressão e o zumbi reage ao impacto antes de cair. Quando ele fica no chão, ainda resta a dúvida sobre gastar mais um tiro.
| Câmera | Deixa o inimigo perto do corpo do personagem. |
| Faca | Serve como defesa limitada e ferramenta de risco. |
| Mr. X | Força desvio de rota quando a delegacia parecia dominada. |
| Baú | Organiza munição, chaves e itens de cura entre idas e voltas. |
Esse conjunto preserva o survival horror. A ação existe, mas cada combate cobra munição e escolha de rota.
Leon, Claire, Ada e Sherry

Leon passa mais tempo ligado à polícia, Ada Wong e à investigação dentro da R.P.D. Claire cruza a história de Sherry Birkin e encara as consequências do G-vírus de forma mais direta.
O sistema de primeira e segunda jornada retorna em forma simplificada. Ainda assim, trocar personagem muda armas, encontros e trechos narrativos, criando uma segunda leitura da mesma noite em Raccoon City.
Mr. X, zumbis e retorno ao corredor
A RE Engine permitiu que a Capcom reconstruísse luz, som e reação dos inimigos. O zumbi empurra porta, agarra perna, cai sobre o personagem e ocupa o corredor como obstáculo pesado, não como alvo descartável.
Mr. X amplia essa pressão. Quando seus passos aparecem longe, o jogador precisa decidir se continua resolvendo um puzzle ou abandona a sala antes de ficar preso entre o perseguidor e os mortos-vivos.
HUNK, Tofu e a demo 1-Shot
O remake preserva extras ligados ao original. HUNK retorna em The 4th Survivor, Tofu volta como desafio estranho e as roupas clássicas de Leon e Claire mantêm uma ponte visual com 1998.
A demo 1-Shot também virou parte da memória do lançamento. Ela limitava a tentativa do jogador e passou de 3 milhões de downloads, preparando o retorno antes da chegada do jogo completo.
George Romero, Queen e reconstrução do clássico
O histórico de Resident Evil 2 passa por marcas culturais fora da partida. Em 1998, a propaganda japonesa do original foi dirigida por George A. Romero, nome central do cinema de zumbis.
Claire também carrega a frase Made in Heaven na jaqueta, referência ligada ao Queen e a outros pontos da franquia, enquanto o remake organiza mecânicas modernas sem apagar esses sinais reconhecíveis do clássico.