Call of Duty: Black Ops II é um jogo de tiro em primeira pessoa desenvolvido pela Treyarch e publicado pela Activision em 13 de novembro de 2012. A campanha alterna operações dos anos 1980 e um conflito situado em 2025, ligando Alex Mason e Frank Woods a uma geração ameaçada por armas autônomas e ataques coordenados por Raul Menendez.

As duas épocas não funcionam como histórias isoladas. Decisões e resultados de missões retornam mais adiante, enquanto as partidas online deixam o jogador abrir mão de uma arma para reforçar outra parte de seu equipamento e Zombies oferece três maneiras de sobreviver à mesma ameaça.

O jogador pode deixar a visão de comando e assumir um soldado ou drone

Frank Woods segura um fuzil enquanto um drone sobrevoa a cidade
Infantaria e drones dividem o mesmo campo.

Algumas missões opcionais, chamadas Strike Force, colocam vários objetivos no mesmo campo e permitem observá-los por uma câmera aérea. Nessa visão, o jogador envia ordens à infantaria e aos equipamentos sem piloto, mas pode abandonar o comando a qualquer momento para controlar diretamente um soldado, uma torre ou um drone.

Vencer ou perder essas operações altera acontecimentos que aparecem depois na campanha, em vez de render apenas uma nota de desempenho. O mesmo vale para certas escolhas das missões principais, fazendo uma decisão tomada numa fase reaparecer quando a história já avançou para outra situação.

Cada arma, acessório ou vantagem ocupa uma das dez escolhas

Duas equipes disputam uma bandeira entre ruínas no multijogador
A classe personalizada disputa o objetivo.

Antes da partida, armas, acessórios, granadas e vantagens disputam um orçamento de dez escolhas chamado Pick 10. Uma arma ocupa um espaço e sua mira ocupa outro, portanto retirar a arma secundária pode liberar lugar para melhorar a principal ou levar mais proteção.

  • Fuzil com mira. A arma e o acessório consomem duas das dez escolhas.
  • Sem arma secundária. O espaço livre pode receber outra granada, vantagem ou melhoria para a arma principal.
  • Exceção à regra. Uma Wildcard permite combinações incomuns, mas ela e o item liberado também ocupam espaço.

Ações coletivas também ajudam a liberar recompensas durante a partida. Capturar ou defender uma bandeira, confirmar uma baixa e eliminar adversários produzem pontos. Assim, quem protege o objetivo também se aproxima dos apoios escolhidos antes do confronto.

League Play abriu vagas para um campeonato de um milhão de dólares

Equipe combate sobre uma ponte enquanto um drone acompanha a ação
Drones e infantaria disputam uma rota elevada.

League Play reunia jogadores de nível semelhante em partidas que valiam posição numa classificação. Para quem assistia, o recurso chamado CODcasting oferecia ao comentarista diferentes câmeras, um mapa geral e informações do placar, enquanto a ligação com o YouTube permitia transmitir diretamente do Xbox 360 ou do PlayStation 3.

Em fevereiro de 2013, equipes de quatro usaram uma temporada de League Play para disputar vagas no Call of Duty Championship. O torneio reuniu 32 equipes em Hollywood entre 5 e 7 de abril, distribuiu um milhão de dólares e abriu caminhos de classificação para várias regiões, inclusive o Brasil.

O ônibus de TranZit cria uma rota que também pode ser percorrida a pé

Zombies aceita de um a oito participantes e separa a experiência em TranZit, Survival e Grief. Em TranZit, um ônibus conduzido pelo robô T.E.D.D. percorre as áreas de Green Run, mas ninguém é obrigado a permanecer a bordo. Descer para procurar armas ou atravessar a névoa a pé cria o risco de ver o veículo seguir viagem sem toda a equipe.

Survival usa áreas menores e concentra a partida em hordas sucessivas, enquanto Grief coloca dois grupos de sobreviventes na mesma arena e dá a vitória a quem resistir por mais tempo. Uma equipe não pode simplesmente eliminar a outra com tiros e precisa disputar espaço e recursos enquanto os zumbis ameaçam os dois lados.

Avenged Sevenfold gravou Carry On e também apareceu no jogo

Modelo de M Shadows como personagem da série Black Ops
A parceria transformou o vocalista em personagem.

A trilha de Black Ops II também foi lançada como um álbum digital com mais de quarenta faixas. Jack Wall compôs a música instrumental, Trent Reznor escreveu o tema principal e as edições Hardened e Care Package incluíram uma cópia do álbum.

A banda Avenged Sevenfold gravou Carry On e apareceu no próprio jogo. Em uma entrevista oficial de 2019, o vocalista M. Shadows contou que o interesse do público em controlá-lo contribuiu para que ele aparecesse como personagem jogável em Black Ops 4, fazendo uma colaboração musical continuar em outro título da série.

O Care Package trouxe um drone e Origins ganhou quatro estátuas

Quatro estátuas oficiais dos personagens de Origins sobre bases de trincheira
As quatro peças reproduzem o grupo de Origins.

A edição física Care Package incluía um pequeno drone controlado por controle remoto, chamado MQ-27 Dragonfire, dentro de uma caixa inspirada nos suprimentos das partidas online. O conjunto ainda trazia uma caixa metálica para o disco, duas moedas, a trilha digital e conteúdo adicional; a edição Hardened preservava parte desses itens, mas não incluía o drone.

O último pacote de mapas, chamado Apocalypse, trouxe um novo cenário de Zombies chamado Origins e usou uma arte criada por Alex Ross para seus quatro personagens. A expansão também abriu com Shepherd of Fire, do Avenged Sevenfold, prolongando a parceria musical já vista no jogo-base.

  • Drone controlável. A réplica transformou em objeto o aparelho que o jogador podia chamar depois de conquistar pontos numa partida.
  • Arte de Alex Ross. O artista de quadrinhos produziu uma composição própria para o grupo de Origins.
  • Quatro estátuas. Anunciadas em 2018, as peças em escala 1:6 tinham pintura manual e bases inspiradas nas trincheiras da expansão.

As estátuas chegaram quase seis anos depois do lançamento de Black Ops II. Entre o drone controlável de 2012 e as esculturas de 2018, os produtos retomaram objetos e personagens reconhecíveis do jogo em vez de apenas repetir seu logotipo.