Grand Theft Auto: Liberty City Stories é um jogo de ação em mundo aberto desenvolvido por Rockstar Leeds e Rockstar North e lançado primeiro para PSP em outubro de 2005. O PSP era o console portátil da Sony, e esta produção fez Liberty City funcionar em sua tela sem separar campanha, trânsito, perseguições e atividades opcionais em fases diferentes.
A história se passa em 1998, três anos antes dos acontecimentos de Grand Theft Auto III. Toni Cipriani volta a Liberty City depois de permanecer escondido e procura recuperar sua posição junto de Salvatore Leone. A cidade ainda tem obras e acessos diferentes, mas já reúne os bairros, pontes e disputas que mais tarde apareceriam no outro jogo.
Toni volta do esconderijo e encontra seu antigo lugar ocupado

Toni espera retomar o lugar que tinha na família Leone, mas sua ausência abriu espaço para outras pessoas. Salvatore ainda conhece sua lealdade e começa a lhe entregar serviços menores. Cada trabalho aproxima Toni dos conflitos do bairro e mostra que o respeito antigo não voltou junto com ele.
Os primeiros pedidos começam em Portland, a parte inicial da cidade, e levam Toni a cobranças, entregas e perseguições. As conversas explicam quem precisa de ajuda e por que o serviço importa, enquanto a rua continua aberta para trocar de carro ou escolher outra rota. A campanha dá um destino, mas não transforma o caminho numa fase isolada.
Liberty City reaparece em 1998 com obras ainda inacabadas

Portland, Staunton Island e Shoreside Vale mantêm a organização geral conhecida de Grand Theft Auto III, porém aparecem num momento anterior. Certos edifícios ainda estão em construção, alguns negócios ocupam outros endereços e uma ligação entre duas áreas pode não existir da forma vista no jogo posterior.
Mesmo quem nunca viu a versão posterior encontra efeitos práticos nessas diferenças. Pontes, túneis, vias elevadas e mudanças de altura determinam como Toni chega a um endereço indicado no pequeno mapa da tela. Portland reúne ruas industriais e comércio, Staunton abre avenidas mais largas e Shoreside Vale acrescenta subidas, aeroporto, represa e túneis.
A motocicleta passa entre carros, mas derruba Toni numa colisão
As motocicletas são uma diferença visível desta Liberty City. Elas aceleram depressa e passam por espaços menores entre os carros, o que ajuda em ruas congestionadas ou numa mudança rápida de direção. A vantagem termina quando Toni bate, pois ele pode ser lançado ao chão e ficar exposto no meio da perseguição.
Os automóveis ocupam mais espaço e nem sempre mudam de direção com a mesma rapidez, mas a carroceria protege Toni de contatos leves e de parte dos disparos. Assim, a escolha depende da rua e do risco diante dele. A moto encontra passagens estreitas, enquanto o carro permite suportar uma fuga mais confusa sem derrubar o motorista na primeira colisão.
Táxis e ambulâncias dão outro uso às ruas conhecidas
Alguns veículos iniciam um trabalho próprio quando Toni assume o volante. A cidade continua igual, mas muda o motivo da viagem e o que conta como problema no caminho.
- Táxi procura passageiros e recompensa trajetos curtos entre endereços.
- Ambulância recolhe feridos e precisa chegar sem destruir o veículo durante o percurso.
- Caminhão de bombeiros alcança incêndios e exige espaço para posicionar um veículo grande.
- Viatura aponta pessoas em fuga e transforma a rua numa perseguição policial.
Outros desafios levam Toni a rampas, becos e telhados que a campanha não precisa visitar. Saltos únicos usam o relevo como pista, pacotes escondidos recompensam a exploração e os desafios chamados rampages propõem confrontos curtos com uma arma determinada. O mesmo quarteirão pode servir como destino de passageiro, caminho para um resgate ou lugar de uma descoberta.
Mais estrelas colocam viaturas e bloqueios no caminho

As estrelas no canto da tela indicam quanto a polícia está mobilizada contra Toni. Nas primeiras, viaturas próximas tentam alcançá-lo. Se ele continua visível e provoca novos incidentes, chegam mais agentes, veículos pesados e bloqueios capazes de fechar uma avenida que estava livre poucos segundos antes.
Escapar exige distância e também uma rua em que Toni não seja visto novamente. Símbolos de suborno encontrados pelo mapa retiram uma estrela, enquanto a oficina Pay n Spray conserta e repinta carros aceitos pelo estabelecimento. As duas saídas dependem de alcançar um lugar específico, por isso um atalho lembrado durante outra missão pode decidir a perseguição.
Seis PSPs podiam disputar a mesma Liberty City lado a lado
A edição original permitia conectar diretamente até seis PSPs que estivessem próximos, sem usar uma partida pela internet. Essa ligação local era chamada de Wi-Fi ad hoc. Cada pessoa jogava em seu próprio aparelho, mas todos apareciam juntos numa área de Liberty City com os veículos e armas já vistos na campanha.
Havia disputas individuais, partidas por equipes, corridas e objetivos que pediam transportar ou proteger algo. A versão de PlayStation 2 levou a campanha para a televisão em 2006, porém não conservou esse multijogador. O encontro entre seis pessoas ficou ligado ao caráter portátil da edição original.
A cidade foi comprimida para caber no pequeno disco do PSP

O PSP lia os jogos por UMD, um pequeno disco protegido por uma capa plástica. Gordon Hall contou que a equipe precisava acomodar cidade, personagens, músicas e missões nesse espaço sem dividir Liberty City em fases. Para isso, técnicas usadas em Vice City e San Andreas foram refeitas para que cada parte ocupasse menos espaço no disco.
Rockstar North participou do desenvolvimento desde o início, enquanto Rockstar Leeds concentrou o trabalho de levar a tecnologia ao aparelho portátil. A colaboração não foi uma simples conversão pronta depois dos consoles. Enquanto Toni atravessa um bairro, ruas e sons do próximo trecho precisam aparecer sem uma longa parada, e fazer essa passagem funcionar no PSP exigiu trabalho dos dois estúdios.
Essa origem ajuda a entender por que o lançamento de PSP tinha um recurso que desapareceu no PlayStation 2. O espaço do UMD exigiu cuidado com cada parte da cidade, mas a conexão local aproveitou justamente a possibilidade de colocar vários aparelhos próximos. O limite do disco e a mobilidade do console influenciaram partes diferentes do mesmo jogo.
iPad mini, iPhone 6 Plus e tablet Nvidia ganharam versões personalizadas
No relançamento para celulares e tablets, prédios e ruas podiam ser vistos de mais longe, enquanto iluminação, sombras e texturas receberam uma revisão. Os botões foram reorganizados para a tela de toque, e o salvamento pela internet permitia continuar a campanha em outro aparelho compatível. A Rockstar acompanhou essa versão com recursos musicais e promoções próprias.
- Mix Tape transforma uma playlist chamada GTALCS numa estação pessoal dentro da versão de iOS.
- Head Radio e Lips FM receberam álbuns oficiais fora do jogo, além das playlists de outras rádios de Liberty City.
- Aparelhos Apple apareceram num sorteio que oferecia um iPad mini e um iPhone 6 Plus personalizados com a arte do jogo.
- GTA+ incluiu a edição móvel no serviço de assinatura em outubro de 2023, ao lado de Chinatown Wars.
Outra promoção ofereceu um tablet Nvidia personalizado e um controle sem fio. A combinação retomava, dez anos depois do PSP, a ideia de carregar Liberty City num aparelho portátil sem abandonar um controle separado. Entre a música escolhida pelo jogador, os álbuns oficiais e os dispositivos de sorteio, as rádios e a arte do jogo continuaram circulando fora da campanha.

