Grand Theft Auto: San Andreas é um jogo de ação em mundo aberto desenvolvido pela Rockstar North e lançado primeiro para PlayStation 2 em 26 de outubro de 2004. A história começa quando Carl Johnson, conhecido como CJ, retorna a Los Santos depois de uma perda na família e reencontra parentes, amigos e um bairro em dificuldade.
Los Santos é apenas uma parte do estado de San Andreas. A viagem também passa por San Fierro, Las Venturas, áreas rurais, deserto, montanha e costa, enquanto escolhas feitas no caminho continuam com CJ. O corpo muda com alimentação e treino, a prática melhora habilidades específicas e dinheiro pode virar casa, roupa ou carro modificado.
CJ retorna ao bairro e leva suas escolhas para a missão seguinte

De volta à casa da família, CJ precisa entender o que mudou em Grove Street, o bairro onde vivia. Os primeiros encontros o aproximam novamente de amigos e parentes, mas também apresentam lugares que continuam abertos depois das missões, como restaurantes, barbearias, lojas e garagens.
Fora da história principal, ele pode dirigir sem destino, aceitar trabalhos ligados a veículos, procurar itens ou comprar uma propriedade. O dinheiro, as roupas, o fôlego e a experiência com armas não desaparecem quando outro personagem chama para uma missão. Assim, o tempo passado nas ruas muda a maneira como CJ chega à missão seguinte.
Três cidades, campo e deserto cabem no mesmo mapa
San Andreas reúne três cidades principais numa área contínua. Los Santos tem avenidas, bairros residenciais e zonas industriais, San Fierro acrescenta ladeiras e travessias sobre a baía e Las Venturas fica cercada pelo deserto. Entre elas aparecem fazendas, florestas, pequenas comunidades e estradas de montanha.
A viagem não acontece por uma seleção de fases. Rodovias e trilhos ligam as cidades, enquanto barcos atravessam a costa e aviões reduzem distâncias maiores. CJ pode sair de um bairro de Los Santos, alcançar o campo e continuar até outra cidade sem abandonar o veículo no limite de um mapa.
Cada transporte, porém, encontra um limite diferente. A motocicleta passa pelo trânsito com facilidade, mas protege pouco numa colisão, enquanto o avião cruza o estado depressa e precisa de espaço para pousar. O tamanho do mapa ganha sentido nessas mudanças de terreno e deslocamento, não apenas na quantidade de nomes disponíveis.
Comida e treino alteram o corpo de CJ

O corpo de CJ não permanece igual durante toda a viagem. Comer recupera energia e também pode aumentar seu peso, enquanto correr, pedalar e fazer exercícios desenvolvem fôlego ou musculatura. As mudanças aparecem no próprio personagem, em vez de ficarem escondidas apenas em números de uma tela.
Na academia, esteira e bicicleta ajudam a sustentar esforço por mais tempo, enquanto os pesos deixam CJ mais musculoso e fortalecem seus golpes. Ninguém precisa transformar a viagem numa rotina diária de exercícios, mas os hábitos repetidos entre as missões reaparecem na aparência e em ações comuns, como correr, pedalar ou lutar.
Praticar direção ou tiro melhora apenas aquela habilidade

CJ melhora uma habilidade ao repetir a atividade correspondente. Dirigir desenvolve seu controle sobre carros, pedalar ajuda no equilíbrio, pilotar torna aeronaves mais estáveis e usar várias vezes a mesma categoria de arma melhora o manejo daquela opção. Praticar uma delas não torna automaticamente todas as outras melhores.
A diferença aparece quando o caminho muda. A experiência ao dirigir por Los Santos continua útil numa estrada de montanha, mas o terreno ainda exige outra atenção. Com armas acontece algo parecido, pois maior familiaridade ajuda na resposta e na precisão, embora distância, munição e posição continuem decidindo o confronto.
Casas guardam carros enquanto roupas mudam a aparência de CJ
Comprar uma casa acrescenta um lugar para salvar o progresso e, em muitos casos, uma garagem. Espalhar esses endereços pelo estado permite guardar veículos em regiões diferentes e reduz a necessidade de voltar sempre ao mesmo bairro antes de encerrar uma viagem.
Roupas, cortes de cabelo e tatuagens mudam a aparência de CJ, e as peças podem ser combinadas em vez de formar apenas conjuntos fechados. Oficinas estendem a escolha aos carros, com pintura, rodas, suspensão, nitro e outras peças visuais nos modelos aceitos. O dinheiro conquistado passa a aparecer tanto no lugar em que CJ retorna quanto no modo como ele e seus veículos chegam à rua.
Territórios mudam de cor quando CJ conquista ou perde uma área
Em partes de Los Santos, CJ pode recrutar aliados para acompanhá-lo e disputar áreas controladas por grupos rivais. O respeito conquistado determina quantas pessoas podem entrar com ele no grupo, enquanto as cores do mapa mostram quais ruas estão sob o controle de cada lado.
- Recrutar reúne aliados disponíveis para acompanhar CJ a pé ou em veículos.
- Conquistar muda a cor da área depois que o grupo vence a resistência rival.
- Defender impede que uma área já conquistada volte ao controle adversário.
A disputa muda quem aparece na rua e registra no mapa a consequência do confronto. Ela fica concentrada em Los Santos e não transforma San Fierro ou Las Venturas em repetições da mesma guerra. Fora dali, a viagem continua por outros contatos, propriedades e atividades.
San Andreas quase teve três mapas separados
No vigésimo aniversário, o antigo diretor técnico Obbe Vermeij contou que Los Santos, San Fierro e Las Venturas foram planejadas inicialmente como mapas separados. Trens e aviões fariam a passagem entre eles, e o PlayStation 2 manteria carregados apenas os prédios, veículos e o horizonte da cidade ocupada naquele momento.
A divisão ajudaria a lidar com a pouca memória do console e com a organização dos dados no DVD. Antes de os artistas começarem a construir as três partes, uma reunião entre responsáveis por tecnologia, arte e produção mudou o plano. A equipe decidiu enfrentar o limite e ligar todo o estado numa única área.
Nem todas as diferenças locais desapareceram. Segundo Vermeij, carros de polícia, ambulâncias, caminhões de bombeiro, clima e itens ainda mudavam conforme a cidade. O jogador ganhou uma viagem sem tela de separação, mas continuou encontrando sinais de que Los Santos, San Fierro e Las Venturas não eram o mesmo lugar repetido três vezes.
Uma ligação sem aviso levou Young Maylay à voz de CJ

Young Maylay não chegou ao papel por uma audição comum. Em entrevista ao brasileiro SanInPlay para o Portal Viciados, ele contou que DJ Pooh telefonou para conversar sobre música e colocou executivos da Rockstar no viva-voz sem avisá-lo. A equipe queria ouvir sua fala natural antes que ele preparasse uma voz para tentar conquistar o trabalho.
Foi só colocar o Maylay em CJ e dar vida ao personagem.
Young Maylay, em entrevista ao Portal Viciados; tradução livre
A conversa levou a uma audição formal, e San Andreas se tornou o primeiro trabalho de voz de Maylay. O ator afirmou que mudou algumas gírias do roteiro para aproximar a fala do vocabulário de Los Angeles, combinando o texto recebido com expressões que já conhecia.
Maylay também rejeitou a história de que o rosto de CJ teria sido modelado a partir dele. Segundo o ator, o personagem de regata branca já estava desenhado quando chegou ao estúdio. Sua contribuição ficou principalmente na voz, na linguagem e na personalidade que o público passou a associar a CJ.
Oito CDs e um documentário levaram as rádios para fora do jogo
A música ouvida nos carros recebeu lançamentos próprios pela Interscope Records. Um álbum duplo reuniu uma seleção geral e trouxe um DVD com The Introduction, curta produzido com o motor do jogo, enquanto uma caixa de oito CDs separou faixas e trechos de programação por estação de rádio.
- Special Edition reuniu The Introduction e Sunday Driver, documentário sobre o clube lowrider The Majestics, no mesmo DVD.
- Lançamento móvel foi acompanhado por um sorteio com miniaturas Kubrick, bola de basquete, baralho, fichas, camisetas, bandana e adesivos.
- Décimo aniversário levou camisetas inspiradas nas rádios para GTA Online e incluiu um pacote físico retrô como prêmio.
- Playlists oficiais reuniram dez estações no Spotify e no iTunes com as faixas disponíveis em cada serviço.
A Special Edition aproximou a ficção de CJ da cultura lowrider documentada na Califórnia, enquanto os outros produtos transformaram símbolos das ruas em roupas, objetos e música para ouvir longe do jogo. A viagem entre cidade, campo e deserto continuou, assim, em filmes, discos e coleções físicas.
Entre esses materiais, Sunday Driver seguiu um grupo real de entusiastas de carros em vez de recontar uma missão. Foi uma maneira de colocar no mesmo pacote o mundo fictício de San Andreas e uma parte da cultura que ajudou a dar forma às suas ruas.

