Mafia: Definitive Edition é um jogo de ação e aventura desenvolvido pela Hangar 13 e publicado pela 2K em 25 de setembro de 2020 para PlayStation 4, Xbox One e PC. A edição é um remake que refaz do zero o primeiro Mafia, de 2002, em vez de apenas adaptar sua imagem para plataformas mais recentes.

A campanha acompanha Tommy Angelo, taxista que passa a trabalhar para a família Salieri depois de um encontro com o crime organizado em Lost Heaven; o Free Ride separa essa jornada de uma exploração sem os objetivos principais.

O remake volta a Lost Heaven

Arte de Mafia: Definitive Edition com Tommy Angelo diante de Lost Heaven
Lost Heaven foi reconstruída para o remake.

Lost Heaven é uma cidade fictícia do meio-oeste dos Estados Unidos durante a Lei Seca, reconstruída com ruas, veículos e interiores próprios da década de 1930. O cenário serve à campanha de Tommy, mas também pode ser percorrido fora dela no Free Ride.

A edição conserva o enredo de 2002 como base, mas recria os espaços, as cenas e a forma de jogar em vez de transportar intacta a apresentação original. Direção, atuação e controles foram produzidos para 2020, e missões conhecidas não correspondem quadro a quadro à edição original.

Tommy entra na família Salieri

Tommy Angelo em uma cena de Mafia: Definitive Edition
Tommy conhece Lost Heaven primeiro pelo banco do táxi.

Tommy começa como taxista e não como integrante de uma quadrilha. O contato inesperado com homens da família Salieri abre uma saída imediata para seus problemas, e a campanha acompanha a aproximação gradual entre o protagonista e o grupo sem exigir conhecimento dos outros jogos da série.

Tommy conhece a organização pelas próprias missões, enquanto trabalhos de direção, cobrança e confronto se tornam etapas de uma mesma vida, não atividades avulsas espalhadas pelo mapa; nesse começo, a rotina do taxista se converte aos poucos em compromisso com a família Salieri.

A campanha guia o uso da cidade

Tommy troca tiros dentro de um restaurante em chamas
A campanha alterna direção e combate.

Lost Heaven pode ser atravessada livremente, mas na campanha o destino de cada saída já está definido e alterna trajetos de carro, exploração de ambientes, tiroteios em terceira pessoa e cenas narrativas. A cidade conecta essas partes conforme a missão, sem virar uma sequência de marcadores paralelos.

Em um capítulo, o carro pode apenas levar Tommy ao encontro; em outro, velocidade, rota e perseguição formam a própria tarefa. Quando a ação sai do veículo, coberturas e armas de época organizam o confronto. O avanço depende de concluir a missão atual, não de preencher um mapa de atividades.

Dirigir também chama a polícia

Tommy dirige entre carros e pedestres nas ruas de Lost Heaven
O trânsito faz parte da condução em Lost Heaven.

Os carros dos anos 1930 não respondem todos da mesma forma: peso, aceleração e frenagem mudam de um modelo para outro, e a opção de condução por simulação reduz as assistências de direção disponíveis nas curvas. Ruas estreitas, trânsito e distância até o objetivo fazem a escolha na garagem interferir no trajeto, pois velocidade máxima e controle não servem igualmente a todas as rotas.

No modo Clássico, a polícia reage com mais rigor a infrações como excesso de velocidade, então concluir o trajeto sem chamar a patrulha pode ser mais útil do que atravessar Lost Heaven depressa.

O modo Clássico muda cada erro

O trailer preservado apresenta Tommy e Lost Heaven sem antecipar o fim da campanha.

Na dificuldade Clássica, a pressão vem de várias regras ao mesmo tempo: adversários atacam de forma mais agressiva, deixam de aparecer no minimapa e a munição restante no carregador é perdida quando Tommy recarrega; na direção, as assistências ficam reduzidas ou desativadas.

No modo Clássico Consequência durante a missão
Direção Menos assistência exige antecipar curva e frenagem.
Recarga As balas que restavam no carregador são descartadas.
Combate Inimigos causam mais pressão e não aparecem no minimapa.

A corrida mais lembrada do original também retorna, mas a própria Hangar 13 afirma que ela continua difícil no Clássico de 2020 sem reproduzir exatamente a severidade de 2002.

Free Ride abre Lost Heaven

Uma motocicleta verde exposta numa garagem de Mafia: Definitive Edition
Motocicletas também podem ser escolhidas no Free Ride.

Free Ride é o modo livre de Mafia: Definitive Edition, combina ideias que o jogo de 2002 separava entre Free Ride e Free Ride Extreme e fica disponível depois da primeira missão. Cada partida começa no bar de Salieri, sem um objetivo obrigatório conduzindo a saída.

A garagem, o guarda-roupa e o arsenal permitem trocar veículo, roupa e equipamento antes de explorar; hora do dia e clima também podem ser alterados no bar. Colecionáveis ocupam a cidade, enquanto pistas escondidas levam a desafios e recompensas próprias do modo, dando um destino às viagens de quem procura objetivos sem impedir que outra pessoa apenas escolha um carro e dirija.

O remake amplia o original

Novos diálogos e cenas dão mais espaço às relações da campanha, enquanto motocicletas e colecionáveis criam motivos para circular por Lost Heaven fora da rota direta das missões.

Parte refeita O que mudou em 2020
Roteiro e cenas Diálogos revistos, novas cenas e histórias pessoais ampliadas.
Jogabilidade Controles e sequências foram produzidos novamente.
Veículos e exploração Motocicletas e colecionáveis entraram na reconstrução.
Música Jesse Harlin compôs uma trilha orquestral regravada.

Na trilogia Definitive Edition, o tipo de edição do primeiro jogo e da continuação não é o mesmo: Mafia: Definitive Edition reconstrói o jogo de 2002, enquanto Mafia II: Definitive Edition remasteriza a continuação.

Português e consoles atuais

No PC, a Steam lista português do Brasil na interface e nas legendas, mas não no áudio completo. O lançamento de 2020 também chegou a PlayStation 4 e Xbox One. Em 14 de agosto de 2026, a 2K disponibilizou versões para PlayStation 5 e Xbox Series X|S com 60 quadros por segundo e melhorias técnicas.

Quem já possuía o jogo nos consoles anteriores recebeu atualização gratuita, mas salvamentos e conquistas não são transferidos; a versão atual roda a 60 quadros por segundo, porém a troca de geração exige começar outro arquivo de progresso, sem alterar a campanha, o Free Ride ou a dificuldade Clássica do remake.