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Banco Mundial prevê crescimento lento na América Latina

Por Lucas Morais em 14/jan/24, atualizado 6/mar/24 às 10:23
Lula discursando. Foto por: Oliver Kornblihtt. Acervo do Flickr (Creative Commons).
Lula discursando. Foto por: Oliver Kornblihtt. Acervo do Flickr (Creative Commons).

A América Latina enfrenta vários problemas econômicos há alguns anos. Apesar de mostrar uma certa resiliência em certos aspectos, no geral o continente ainda possui um desenvolvimento muito aquém do esperado. Às vezes, isso é resultado de circunstâncias de mercado, mas geralmente o que ocorre é uma sucessão de más gestões econômicas.

O Banco Mundial fez uma previsão recente de crescimento de 2,4% na América Latina e Caribe para 2024. Enquanto para 2025, estima-se um aumento de 2,6%. Embora essa expansão esteja acima da taxa anteriormente divulgada, ainda permanece abaixo das demais regiões do mundo, sendo considerada insuficiente para impulsionar a criação necessária de empregos, inclusão social e redução da pobreza.

Para o Brasil, o Banco Mundial projetou um crescimento de 1,4% em 2024 e 2,2%, em 2025. Segundo o que consta no relatório, o país conseguiu “realizar reformas macroeconômicas de forma adequada”, o que possibilitou ao Brasil ter maior resiliência a possíveis choques de oferta na economia.

Venezuela e Argentina seguem como incertezas no continente

Apesar dos números relacionados à pobreza e o nível de emprego terem melhorado no continente em comparação com os níveis anteriores à pandemia de Covid-19, Argentina e Venezuela seguem apresentando uma inflação cada vez maior e descontrolada.

Aliada a esses fatores, existem muitas incertezas políticas nesses dois países. A Argentina passou por uma eleição recente e elegeu Javier Milei como presidente, um autêntico “outsider” com ideias pouco convencionais e que traz, muitas vezes, incertezas ao povo argentino. Ao mesmo tempo, tanto o setor privado quanto o público continuam ajustando os preços de forma intensificada na Argentina, o que agrava ainda mais a inflação e impacta negativamente o consumo, ao menos no início de sua nova gestão.

Javier Milei. Foto por: Ilan Berkenwald. Acervo do Flickr (Creative Commons CC0 1.0).
Javier Milei. Foto por: Ilan Berkenwald. Acervo do Flickr (Creative Commons CC0 1.0).

A questão da Venezuela também é delicada e, na realidade, é ainda mais delicada do que a Argentina. Isso porque a Venezuela enfrenta crises políticas e econômicas há anos e não tem conseguido demonstrar qualquer eficiência relevante no combate à inflação. É claro que o embargo promovido pelos EUA e parte da Europa afeta bastante a economia local, mas não é suficiente para explicar os problemas causados pela má gestão do governo.

Existe, ainda, um impasse recente entre Venezuela e Guiana. O governo venezuelano insiste em anexar uma parte do território que hoje pertence a Guiana. Essa questão tem causado uma grave crise na fronteira, inclusive com participação de outros países – como o Brasil – na tentativa de solucionar esse problema.

Desaceleração da China pode afetar também a América do Sul

A China é uma das principais responsáveis por importar mercadorias primárias dos mercados da América Latina. No entanto, as projeções divulgadas pelo Banco Mundial não são muito animadoras para os asiáticos. A China ainda deve crescer cerca de 5,1% no ano corrente, mas a previsão atual é menor do que a previsão divulgada no relatório anterior. Essa desaceleração se deve a desafios internos persistentes, como o enfraquecimento na recuperação pós-reabertura econômica, níveis elevados de endividamento e fragilidades no segmento imobiliário.

O fato é que esse cenário econômico chinês pode afetar a dinâmica do comércio dos países da América Latina, especialmente aqueles que dependem totalmente da exportação de mercadorias primárias. A menor procura por essas mercadorias tende a reduzir drasticamente o seu preço, resultando em balanças comerciais desfavoráveis e pressões por desvalorização da moeda.

É importante ressaltar que, em muitos países, as empresas exportadoras de matérias primas e commodities são estatais. Isso significa que, caso a desaceleração chinesa atinja altos níveis, as receitas fiscais desses países também diminuirão, o que apresenta uma ameaça à sustentabilidade fiscal, fator já vulnerável nos países da América Latina.

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